Até podia ir para casa ver a minha serie preferida, ou porque não convidar alguém para ir dar uma volta?!
Mas não , Hoje não (...)
Hoje quero deitar-me, deitar-me num campo de papoilas e observa-las, observa-las hora após hora. Invadir os eu íntimo, sentir o seu balanç, aquele balanço suave que o vento proporciona, sentir o seu cheiro que nem sei qual é ou se existe talvez (nunca quis perder um pouco do meu tempo com coisas que pensara talvez não ter importância), ver como se move, ver a sua beleza, conseguir ver como ela vê o mundo .
Após algumas longas horas, deixei-me levar pela imaginação do momento e reparei que nada de diferente tenho com uma frágil papoila a não ser o exterior.
Também como ela sou distrúida aos poucos, cada rajada de vento, um pouco mais forte, (que para mim não passa de uma ragem de ar que por vezes até me faz sentir bem), faz com que uma parte dela voe até onde os meus olhos já não atingem a visão, assim como cada palavra ou apenas um pequeno gesto que para outras pessoas não é nada , a mim faz com que uma parte de mim seja levada para onde os meus olhos também já não atingem.
Aí vejo o seu sofrimento, ver partes dela desaparecerem e deixarem-a nua.
Também eu perco partes de mim e me sinto nua , e tal como uma papoila, nunca mais as posso recuperar.
Uma vida que tal como a minha de uma momento para o outro tudo pode acontecer.
"NÃO SOU MAIS QUE UMA FRÁGIL PAPOILA!" - pensei eu (...)

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